
É neste momento que fiquei em uma indecisão. Onde seria preciso voltar no tempo, esperar o vento daquela tempestade passar.
Eram horas que se eternizavam que produziam o vai e vem das ondas inquietas do mar, este tão imenso mar interior.
É o tempo presente, o canto que grita a vida que se consome. São os pensamentos eternos, os sonhos intensos de menina, as lutas de um coração de mulher.
Fazia tempo que este coração não se encontrava assim e nem esperava estar se consumindo assim.
A mente sempre querendo ser a dominadora, apressando-se em tentar como sempre resolver com seu racionalismo, decisões que nunca conseguirá entender, sentimentos sem dominação, sem limites, sem explicações.
É sopro de vendaval, entra, desorganiza e confunde, mas ao mesmo tempo preenche, alegra porque constrói com a desconstrução.
Tempo de revisão, de decisão, de consumação. É novembro, é quase fim...
