terça-feira, 23 de novembro de 2010

É quase Fim





É neste momento que fiquei em uma indecisão. Onde seria preciso voltar no tempo, esperar o vento daquela tempestade passar.

Eram horas que se eternizavam que produziam o vai e vem das ondas inquietas do mar, este tão imenso mar interior.
É o tempo presente, o canto que grita a vida que se consome. São os pensamentos eternos, os sonhos intensos de menina, as lutas de um coração de mulher.

Fazia tempo que este coração não se encontrava assim e nem esperava estar se consumindo assim.
A mente sempre querendo ser a dominadora, apressando-se em tentar como sempre resolver com seu racionalismo, decisões que nunca conseguirá entender, sentimentos sem dominação, sem limites, sem explicações.

É sopro de vendaval, entra, desorganiza e confunde, mas ao mesmo tempo preenche, alegra porque constrói com a desconstrução.
Tempo de revisão, de decisão, de consumação. É novembro, é quase fim...

terça-feira, 9 de novembro de 2010


CHUVA











E fiquei assim em silêncio
Enquanto a chuva caia
Em teu som lentamente sentia
Aquela sua fina sinfonia

Gota a gota...
Som a som...
Em tua presença
Em teu alento

Era quase um novo dia
E assim eu entendia
Que o som da chuva
Quebrava meu silêncio

Deixava um novo tempo
Entendia meu silêncio.